Desde que vim para Aveiro as pessoas ficam me perguntando se tenho saudade de casa..... se estou estranhando o frio, quando andava frio..se gosto da comida portuguesa.... quando que vou a Porto Alegre.. etc..Bem o que tenho dito perpassa por três respostas : sim, não ou não sei ..
Não tenho muitas certezas em relação as estas perguntas mas aprendi uma coisa nesse tempo por aqui: cada uma das pessoas que já passaram pela minha vida... cada perfume que senti.. cada situação que já vivi e cada lugar onde já estive ... vieram na minha bagagem.. .
O mais estranho que as vezes mesmo aquelas com quem não convivi estão aqui partilhando de minha estada.
Me refiro a senhora da foto sentada na entrada de casa com minha mãe, a menininha de franja .
Trata-se de minha avó Alice , ou como dizia a minha mãe - a vó Mutti.
Pois bem para minha surpresa entre os arquivos que trouxe do meu velho computador, no pen drive, estava essa foto delas: minha mãe, junto com a mãe dela, foto cortesia do meu irmão Enno que escaneou e mandou para a família.
Vocês devem estar se perguntado e daí?
E daí que além da foto, cada dia que caminho pelas ruas de Aveiro e vejo os canteiros repletos de flores, amores perfeitos, margaridas, lirios, e principalmente rosas me lembro do jardim de nossa casa com as roseiras que a vó Mutti plantou e que ainda dão flores. E das histórias que minha mãe contava sobre o amor que a vó Mutti tinha pelas flores, atravessando a cidade para ir comprar na floricultura Winge, as mudas de suas rosas.
Pois como tenho andando muito por Aveiro vejo que ela é assim cheia de cor na primavera, roseiras vermelhas, copos de leite, camélias, amores perfeitos, e sei lá o que mais, olho as flores, sinto seu cheiro, tiro essas fotos e me sinto em casa!
E as flores e histórias estão aqui nessa caminhada junto comigo, pois outra situação envolvendo flores aconteceu quando fui a Cadaqués no casamento do Gustavo (filho do eu primo) e da Aina - em breve conto essa viagem .
No dia do casamento pela manhã caminhei pelas ruelas ao redor do hotel e achei várias flores, mas principalmente as pequenas flores de mel , que existiam no jardim da casa da tia Ofélia, vó do Gustavo, e as perfumados abaixo , que não consigo lembrar o nome mas que cresciam também no nosso jardim.
Assim distante quilometros e milhas náuticas da casa natal me senti bem pertinho e presenteei o noivo com o perfume das flores do jardim da casa dos avós dele e da casa dos tios avós. Por tudo isso o que posso dizer é que longe de casa é uma distância que quase sempre pode ser diminuída, basta admirarmos a natureza que nos cerca.
Alguém me mande o nome dessa flor por favor !!!
maravilha .. posso agora, pegar uma carona dessa viagem.
ResponderExcluirGrande Beijo
Pablo
Ainda acho que podes ser nossa correspondente de vinhos em Portugal. Comecei o blog da adega e na apresentação deixo bem claro que o objetivo não é falar de vinho para investidores/colecionadores e sim "bebedores".
ResponderExcluirSobre a flor... ela também espalhava seu perfume nos jardins da minha infância... Tenho a lembrança de que o nome começa com "ju...", mas não consigo lembrar e Seu Google não me ajudou. Um tipo de narcisos, perhaps?
beijo grande, grande!
Ola Minha Amiga,
ResponderExcluirEspero tudo bem contigo e ja vi que sim, em relaçao a flor quase de certeza tem o nme de frésia mas tb conhecida por um tipo de junquilho.
Daqui vai um enorme beijo daquele da passagem de ano ate hoje, o homem dos numeros... ja sabes quem???
Beijos mil
Neguinha.....muito lirismo num tanto de realidade! Lindooooo!!! talvez distancia possa ser uma medida do coração,relativa ao como nos sentimos e o quanto perto estamos de nossos amores....
ResponderExcluirbjs
Rita
Oi, Enoí. Estou emocionada com este relato, pois minha querida avó paterna era uma mulher valorosa, batalhadora e adorava flores. Em vida ela cultivava um jardim de dar inveja a muitos. Sinto muito a falta dela.
ResponderExcluirBeijos, amiga e felicidades neste percurso do outro lado do atlântico. (Katia Rejane)
Junquilhos!!!
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